Agosto, mês das Vocações!

Conforme o dicionário da língua portuguesa, a palavra vocação é o ato de chamar, é uma escolha, uma predestinação, uma tendência, um pendor. Sua origem vem do latim, do verbo “VOCARE” que quer dizer chamar, e tem sua raiz latina em “VOX-VOCIS” = VOZ: chamado, chamamento. Portanto vocação é um chamado. No âmbito religioso, ou seja, para nós cristãos, vocação também é um chamado, porém de Deus (Mt. 9,9) para alguma coisa, que tem como finalidade a realização da pessoa humana. É também um gesto gracioso de Deus para que o homem torne-se mais humano, é um dom, uma graça, uma eleição cuidadosa que visa à construção do Reino de Deus.

Sempre que ouvimos a palavra vocação, logo vem em nossa mente: convento, padre, freira, ou seja, sempre remetemos a palavra vocação para o religioso. Para compreendermos melhor o significado da palavra vocação precisamos saber distinguir entre os dois tipos de vocação: a FUNDAMENTAL e a ESPECÍFICA. Vocação Fundamental é o chamado de cada pessoa: à vida, a ser Filho de Deus, a ser Cristão, a ser Igreja. A tomar consciência de que todos somos irmãos e fazemos parte do Reino de Deus. Neste tipo de vocação estão inseridas as vocações: da Humanidade, dos Leigos, para o Amor, para a Castidade, para o Apostolado, para o Casamento, segundo o CIC (Catecismo da Igreja). Vocação Específica é a maneira própria de como cada pessoa realiza a sua vocação fundamental, como sacerdote ou religioso.


Todos nós nascemos com uma vocação e nos é revelada pelo Espírito Santo, através da oração, do jejum, do anúncio do Evangelho, da Sagrada Eucaristia, e é o próprio Espírito que nos capacitará para que com nossa vocação possamos seguir nossa missão, como construtores do Reino de Deus. Toda vocação surge de um encontro pessoal com Cristo, ela nasce na experiência de responder com fidelidade aos apelos de Deus. A pessoa chamada se sente impelida, atraída para aquilo a que justamente é chamada. É comum ouvir alguém que fez essa experiência da vocação dizer que o chamado é como se fosse uma voz que ressoa suave e insistentemente aos nossos ouvidos. É como uma idéia que insiste em permanecer, mesmo quando queremos descartá-la. A pessoa vocacionada se sente atraída para aquilo que considera belo, grandioso, importante e necessário que se faça. A vocação é sempre vista como algo que se pode fazer de útil para os outros, e que é, portanto, um serviço que se pode prestar aos outros.

É importante dizer que a vocação tem sempre essa dimensão da “alteridade”, é sempre “alter”, isto é, é sempre voltada para o outro. É um serviço, uma doação.
Para nós, cristãos, a vocação é enriquecida de um sentido profundo, que nos é dado pelo próprio Cristo.
Todo batizado é chamado a ser - sempre e em todo lugar - “sal da terra e luz do mundo” (Mt. 5, 13-14), essa incumbência de todo cristão já é, em si, uma vocação.

Fábio, Luz Divina.

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